Cooperativas - vamos juntos

Coordenador: José Geraldo A Leite, Engenheiro Agrônomo, especializado em cooperativismo na França e Israel. Ex-diretor da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, com 43 anos de vivência com cooperativas e seus problemas

26

de
abril

Cooperativas - vamos juntos

 

115 -semana – 27/04/09

 

CAPITALISE SUA COOPERTIVA

 

CAPITAL SOCIAL É O POUCO DE CADA UM A SERVIÇO DE TODOS .

 

É O INSTRUMENTO QUE FORNECEMOS À COOPERATIVA PARA QUE ELA NOS AJUDE A RESOLVER NOSSOS PROBLEMAS

 

Vamos relembrar o que diz a Lei 5764/1971

 

CAPÍTULO VI

DO CAPITAL SOCIAL1

 

Art. 24 O capital social será subdividido em quotas-partes, cujo valor unitário não poderá ser superior ao maior salário mínimo vigente no pais.

 

 

§ 1º Nenhum associado poderá subscrever mais de 1/3 (um terço) do total das quotas-partes, salvo nas sociedades em que a subscrição deva ser diretamente proporcional ao movimento financeiro do cooperado ou ao quantitativo dos produtos a serem comercializados, beneficiados ou transformados ou, ainda, em relação à área cultivada ou ao número de plantas e animais em exploração.

 

§ 2º Não estão sujeitas ao limite estabelecido no parágrafo anterior as pessoas jurídicas de direito público que participem de cooperativas de eletrificação, irrigação e telecomunicações.

 

§ 3º É vedado às cooperativas distribuírem qualquer espécie de benefício às quotas-partes do capital ou estabelecer outras vantagens ou privilégios, financeiros ou não, em favor de quaisquer associados ou terceiros, excetuando-se os juros até o máximo de 12% (doze por cento) ao ano que incidirão sobre a parte integralizada1.

 

 

Art. 25 Para a formação do capital social poder-se-á estipular que o pagamento das quotas-partes seja realizado mediante prestações periódicas, independentemente de chamada, por meio de contribuições ou outra forma estabelecida a critério dos respectivos órgãos executivos federais.

 

 

Art. 26 A transferência de quotas-partes será averbada no Livro de matrícula, mediante termo que conterá as assinaturas do cedente, do cessionário e do diretor que o estatuto designar.

 

  1. V.Resolução CNC nº 18.

 

Art.27 A integralização das quotas-partes e o aumento do capital social poderão ser feitos com bens avaliados previamente e após homologação em Assembléia Geral ou mediante retenção de determinada porcentagem do valor do movimento financeiro de cada associado.

 

§ 1º O disposto neste artigo não se aplica às cooperativas de crédito, às agrícolas mistas com seção de crédito e às habitacionais.

 

§ 2º Nas sociedades cooperativas em que a subscrição do capital for diretamente proporcional ao movimento ou à expressão econômica de cada associado, o estatuto deverá prever sua revisão periódica ajustamento às condições vigentes.

 

20

de
abril

Cooperativas - vamos juntos - 114

 

114 -semana – 20/04/09

 

Para equilibrar as finanças
Ações que ajudam resolver problemas financeiros e orientam a reestruturação de cooperativas.

Manter a cooperativa no azul não é fácil, é muito difícil. Exige atitudes visando redução de custos e aumento da produtividade. Mas uma ousadia é importante e evita certos estragos e evita que se vá muito ao fundo do poço. É nas crises que sentimos e vemos as melhores qualidades da cooperativa e seu pessoal e detectamos oportunidades de valorizar o potencial do grupo e buscar novos mercados. "O capitalismo se reinventa em momentos como o que vivemos agora. É nesses períodos que as empresas, atingidas ou não pela crise, devem aproveitar para se reestruturar", afirma Francisco Barone, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Leia a seguir como algumas sugestões encarar as dificuldades:

CONHEÇA OS CUSTOS
Para cortar gastos é fundamental saber exatamente quais são seus custos fixos e variáveis. Com a redução da atividade econômica, o faturamento costuma diminuir, mas muitas despesas continuam as mesmas. "Só conhecendo os custos é possível saber onde e como cortar", afirma o professor da FGV.

Analise:

-despesa por despesa;

- estude a possibilidade de terceirizar algumas etapas dos processos, é mais focado em determinada atividade tem custo menor;

- desimobilize, as cooperativas mais antigas geralmente tem bens supérfluos, reforce o caixa, compare o valor do bem no seu capital de giro com os juros que a cooperativa está pagando;

- veja o pessoal, remaneje, reaproveite, reduza,etc;

CONTROLES GERENCIAIS

- acompanhe e controle tudo, existem na internet planilhas de controles gerenciais muito eficientes. Copie e adapte, se você conseguir controlar 90% das atividades ótimo. Tudo anotado e calculado. Deu resultado bom, não deu paralise!

 

NO DEMITIR
Pense nos gastos trabalhistas, demissões geram despesas mais tarde no momento, de recontratar, e diminuem a confiança e a produtividade dos trabalhadores que ficam.

 

NOVOS MERCADOS
Se o setor de atuação da cooperativa encolheu por causa da crise, é preciso buscar novos mercados para seus produtos e serviços, e diversifique a clientela. Isso dará mais força para ela crescer no futuro, passada a tormenta.

 

JUNTE-SE A OUTRAS COOPERATIVAS
Quanto maior melhor, se o associativismo é benéfico para os cooperantes individualmente para a cooperativa também o sera. Aliando-se é possível fazer compras conjuntas e ganhar poder de barganha na negociação de preços e prazos de pagamento. Não se esqueça, investimentos em consultorias, treinamentos, ações de marketing e visitas técnicas a centros de pesquisa e outras cooperativas agregam valores e abrem caminhos novos.

NEGOCIE COM FORNECEDORES
Lembre-se: a crise não atingiu somente a sua cooperativa. Não se intimide ao negociar prazos e condições com seus fornecedores. Quem vende também foi afetado e não quer perder você.

QUALIDADE
Erro comum cometido na tentativa de cortar custos é substituir matérias-primas e insumos por outros de menor qualidade. Os clientes logo percebem a diferença. Como resultado, a empresa perde novas vendas. Negociar com os fornecedores e comprar em parceria com outras cooperativas gera resultados melhores.

DÍVIDAS
Estude todas as pendências financeiras da cooperativa e procure alternativas para reduzir as taxas de juros. Solicite o refinanciamento com prazos maiores e prestações menores. Carência sempre é bom, o fluxo de caixa agradece. Recorra aos bancos e se precisar, procure as linhas de crédito que operam com recursos públicos, como o Proger e o Cartão BNDES.

CAPITALISE SUA COOPERATIVA – próxima semana 

 

14

de
abril

Cooperativas - vamos juntos - 113

 

113 – semana - 13/04/09

 

Fluxo de caixa -

O fluxo de caixa refere-se ao montante recursos serem recebidos e gastos por uma cooperativa, durante um período de tempo definido, algumas vezes pode ligado a um projeto específico.

O fluxo de caixa permite a análise da geração ou entrada dos meios financeiros e da sua utilização, num determinado período de tempo.

Na contabilidade uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos e recebimentos esperados em um determinado período de tempo.

O controlador de fluxo de caixa necessita de uma visão geral sobre todas as funções da empresa, como: pagamentos, recebimentos, compras de matéria-prima, compras de materiais secundários, salários e outros, por que é necessário prever o que se poderá gastar no futuro dependendo do que se consome hoje.

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar aos administradores da cooperativa nas tomadas de decisões. É através deste "mapa" que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

São as alterações e ou modificações que influenciam o caixa em qualquer momento.

A demonstração de fluxo de caixa propicia aos analistas financeiros uma fonte segura para melhor elaborar seus planejamentos financeiros, como também serve a outros usuários a forma com que a empresa gerou o caixa, ou até mesmo como utilizou os recursos e valores equivalentes ao caixa.

Projeção visando a antecipar a estimativa das sobra de caixa (para aplicar) ou falta de caixa (para financiá-la), por exemplo, com os bancos, também é mostrar as aplicações de recursos efetuadas pela empresa no período e quais as fontes de financiamento utilizadas. Sob o ponto de vista analítico, evidenciará o grau de eficiência da administração dos recursos da empresa.

Se há aplicações demasiadas em ativos não-operacionais e como a empresa está conseguindo recursos para essas aplicações?

Se seus endividamentos são renováveis e se estão crescendo em face de novos investimentos ou em função de valorizações monetárias?

Quais as alternativas que a empresa utilizou para solucionar ou agravar o problema financeiro.

O fluxo de caixa refere-se ao montante recursos de recebido e gasto por uma cooperativa durante um período de tempo definido, algumas vezes ligado a um projeto específico.

O fluxo de caixa permite a análise da geração dos meios financeiros e da sua utilização, num determinado período de tempo.

Na contabilidade uma projeção de fluxo de caixa demonstra todos os pagamentos e recebimentos esperados em um determinado período de tempo.

O fluxo de caixa é uma ótima ferramenta para auxiliar aos administradores da cooperativa nas tomadas de decisões.

É através deste "mapa" que os custos fixos e variáveis ficam evidentes, permitindo-se desta forma um controle efetivo sobre determinadas questões empresariais.

São as alterações e ou modificações que influenciam o caixa em qualquer momento.

A demonstração de fluxo de caixa propicia aos analistas financeiros uma fonte segura para melhor elaborar seus planejamentos , como também serve a outros usuários mostra a forma com que a empresa gerou o caixa, ou até mesmo como utilizou os recursos e valores equivalentes ao caixa existente.

 

Cuidados com o fluxo de caixa:

 

1 - Estabeleça uma sistemática de acompanhamento e monitoramento atualize e ajuste constantemente, no mínimo semanalmente;
2- Procure não sais do Plano de Contas da Tesouraria;
3 - Utilize planilhas eletrônicas para projetar e controlar o fluxo de caixa, no mercado temos para todos os gostos, paga ou não, sofisticadas ou simples. O importante é saber para onde estamos indo ou o que estamos fazendo;
3 -. Avaliação do Fluxo de Caixa:

3.1- Avalie se a geração de recursos suficientes para financiar suas próprias operações ou se vamos necessitar de reforço;
3.2- Analise capital de giro, sua suficiência numérica e cronológica;
4 - Previsão do Fluxo de Caixa:

 

6

de
abril

Cooperativas - vamos juntos - 112

 

111- semana -06/04/09

Desculpem o erro na numeração da edição, anterior

 

Na continuação do planejamento orçamentário temos que nos preocupar com a veracidade dos dados com os quais vamos trabalhar, é necessário que eles mostrem a realidade.

Em primeiro lugar, faz-se uma análise detalhada dos demonstrativos financeiros mais recentes, tais como:

- balanço patrimonial ( ativo e passivo, patrimônio líquido, etc);

- demonstração de sobras e perdas, retorno distribuido ou ou capitalizado;

- fluxo de caixa – que mostra as fontes , entrada de recursos , sua aplicação e a disponibilidade de dinheiro.

Para isto veja com cuidado:

- analise todo o demonstrativo;

- leia com atenção e peça explicações visando identificar bem as contas e valores:

- concentre-se nos números ou valores mais importantes;

- se for necessário analise mais documentos e relatórios.

 

Balanço - representa a situação da cooperativa, ele é o ativo= passivo + patrimônio líquido.

Por isto temos:

Ativo:

ativo circulante (curto prazo)

ativo a longo prazo

 

Passivo:

passivo circulante (curto prazo)

passivo a longo prazo

patrimônio líquido

 

Atenção as:

- contas a receber – são recebíveis ? Qual percentual?

- estoques – são vendáveis ? Valem o que esta escrito?

- dívidas a longo prazo - as receitas são suficientes para pagamento?

 

O balanço é um retrato instantâneo da cooperativa.

 

Conta das sobras e das perdas – é ai que aparece o resultado da cooperativa.

È a receita – a despesa = o resultado, sobras.

Isto deve ser observado em cada departamento da cooperativa, cada atividade. Cooperativa tem que dar resultados e resolver os problemas dos cooperados

 

Um bom procedimento é sortear alguns itens do balanço e ou das sobras e perdas e confrontá-los com a documentação, principalmente no caso de grandes discrepâncias entre os números atuais e os anteriores.

2

de
abril

Cooperativas - vamos juntos - 111

110- semana – 30/03/09

Desculpem o atraso !

1.CUSTOS E DESPESAS
4.1 Dispêndios dos serviços, mercadorias e produtos – atos cooperativos
4.1.1 Serviços Prestados pelos Associados
4.1.2 Custo das Mercadorias e Produtos Vendidos - Associados
4.2 Custos dos serviços, mercadorias e produtos – atos não cooperativos
4.2.1 Serviços Prestados por Terceiros
4.2.2 INSS sobre Serviços Terceiros
4.2.3 Custo das Mercadorias e Produtos Vendidos – Não Associados
4.3 Dispêndios operacionais diretos – atos cooperativos
4.3.1Despesas de Vendas
Despesas Financeiras
Despesas Gerais
4.4 Despesas operacionais diretas – atos não cooperativos
4.4.1 Despesas de Vendas
4.4.2 Despesas Financeiras
4.4.3 Despesas Gerais
4.5 Dispêndios e despesas operacionais indiretas
4.5.1 Despesas Gerais de Produção
4.5.2 Despesas Administrativas
4.5.2.01 Honorários da Diretoria
4.5.2.02 Salários e Ordenados
4.5.2.03 Encargos Sociais
4.5.2.04 Energia Elétrica
4.5.3 Despesas de Vendas
4.5.4 Despesas Financeiras
4.5.5 Despesas Tributárias
4.9 Despesas Não-Operacionais
4.9.1. Perdas na Alienação de Imóveis
4.9.2 Perdas na Alienação de Móveis e Utensílios
4.9.3 Perdas na Alienação de Veículos
4.9.3 Outras Baixas do Ativo Permanente
4.9.4 Provisões para Perdas Permanentes
4.10 Dispêndios com Associados
4.10.1 Assistência Social
4.10.1.01 Assistência Médica a Cooperados
4.10.1.02 Assistência Odontológica a Cooperados
4.10.2 Assistência Técnica e Educacional
4.10.2.01 Assistência Técnica a Cooperados
4.10.2.02 Assistência Educacional a Cooperados
4.11 Provisões
4.11.1 Provisão para o IRPJ
4.11.2 Provisão para a CSLL
5. rateio de custos e despesas
5.1 (-) rateio de dispêndios operacionais com cooperados
5.1.1 (-) Rateio de Impostos sobre Vendas de Mercadorias, Produtos e Serviços de Cooperados
5.1.1.01 (-) Rateio de Tributos sobre Vendas
5.1.1.02 (-) Rateio de Produtos
5.1.1.03 (-) Rateio de Serviços
5.1.2 (-) Rateio de Despesas Gerais – Operações com Associados
5.1.2.01 (-) Rateio de Despesas Administrativas
5.1.2.2(-) Rateio de Despesas Financeiras

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