12
de
janeiro
cooperativas - vamos juntos
100 - 12/01/09 Â
FORMAÇÃO
Como dizia H .Fayol ” O bom agente - técnico, comercial financeiro, administrativo, administrativo, etc - não é produto expontâneo da natureza; para que ele exista é preciso formá-lo, e essa formação representa geralmente longos e laboriosos esforços que participam a famÃlia, a escola, a oficina e o Estado”.
Aqui em nosso meio é difÃcil encontrar um bom funcionário ou operário, e por isto as cooperativas, geralmente se vêem obrigadas a formá-los.
A formação deve começar desde o novo empregado. Seguindo mais ou menos os seguintes passos:
1 - descobrir as falhas ou pontos fracos do recém chegado;
2 - entregar o novo operário a um funcionário bom, dos mais antigos, para que ele o introduza em seu trabalho;
3 - a aprendizagem deve ser metódica e progressiva, completa;
Mesmo para o pessoal que está dentro da cooperativa, deve haver formação, visando:
a) promoção dos bons empregados;
b) melhoria dos conhecimentos técnicos;
c) especialização;
d) aumento da Cultura Geral;
e) implantação de novos meios de trabalho ou de novos técnicos.
PESSOAL ESPECIALIZADO
Tanto o pessoal de escritório como os agentes comerciais devem receber uma formação básica:
PESSOAL DE ESCRITÓRIO
- novos técnicos e métodos de escritório
- relações humanas
- princÃpios de organização de trabalho
AGENTES COMERCIAIS
- técnicos de fabricação
- técnicos de emprego dos produtos
- evolução de mercados
- relações públicas
TÉCNICOS E MESTRES
Os técnicos e mestres, geralmente, são encarregados da formação do pessoal subalterno, daÃ, sendo necessário que eles conheçam; um pouco de pedagogia, estágios práticos sobre a melhor maneira de instruir os recém empregados, princÃpios de organização de trabalhos, relações humanas.
O diretor deve se preocupar com a formação dos seus colaboradores diretos, fornecendo a documentação necessária, e convidando-os para participar de reuniões e conferências, estágios, seminários de aperfeiçoamento, que lhe permitam aumentar seus conhecimentos e ficar conhecendo novas técnicas.
Um bom método é proporcionar um estágio a esta gente em cooperativas ou empresas mais evoluÃdas que a nossa.
REMUNERAÇÃO
Danty-Lafrance nos definiu o salário da seguinte maneira:
” O salário é uma soma de dinheiro representando o valor de um trabalho fornecido , ele deve permitir ao trabalhador viver e fazer viver a sua famÃlia” .
Daà concluÃmos que o salário deve ser suficiente para satisfazer as seguintes exigências:
Psicológicas - o trabalhador deve compreender bem o sistema de remuneração, para que ele tenha noção de quanto representa o seu esforço, em fim, que ele tenha conhecimento de quanto vale sua pessoa.
Econômicas - e o salário deve ser baseado na produtividade , de modo que não pese no orçamento da cooperativa, refletindo no preço de custo dos produtos. Tendo o cuidado de não promover demasiado custo do pessoal e do material.
Sociais - Como o seu salário de operário deve satisfazer as exigências próprias de suas famÃlias, assegurando-lhes uma maneira de se obter um clima agradável, sem tensões dentro da cooperaativa.
Formas - quando vamos estabelecer as formas de remuneração e o salário daà decorrente, visamos o seguinte:
a) garantir remuneração equitativa:
b) encorajar o zêlo, recompensar o esfôrço útil;
c) evitar os excessos de remuneração e a escassez, que em muitos casos é pior que o excesso;
Temos diversos sistemas de remuneração, usados, principalmente, no tocante aos operários:
Por dia
Por peça
Por tarefa
Por prêmios
a) Por dia - quando o tabalho não pode ser medido é adotado este sistema, em que o operário vende à cooperativa um dia do seu trabalho, sob um determinado preço e condições. Necessita de grande controle.
b) Por peça - é empregado onde a produção pode ser medida, principalmente em indústrias onde se fabricam muitas peças ou unidades iguais.
Necessita de controlar a qualidade, pois a tendência é produzir a maior quantidade possÃvel.
c) Por tarefa - neste caso a pessoa recebe a incumbência de realizar um determinado trabalho, por isto recebe um pagamento.
Não exige uma fiscalização tão rigorosa como o primeiro caso, mas é necesário zelar pela qualidade.
Não permite que os bens operários se evidenciem, e com isto , abaixa o seu rendimento.
Encontramos com muita frequência os três modos de remuneração, podendo, à s vezes, predominar o emprego de um deles. Devemos escolher o método de acordo com o trabalho a ser executado, de modo que enquadre da melhor maneira possÃvel.
d) Prêmios - para que o operário se interesse mais pelo trabalho a ser executado, ou pela marcha da empresa, podemos instituiir várias formas de prêmios, tais como:
- por assiduidade
- de atividade
- pelo funcionamento regular da maquinaria
- de produção
- de limpeza, etc.
O prêmio pode ser recebido de várias maneiras:
a) como suplemento diário,
b) mensalmente
c) gratificação anual;
O prêmio deve corresponder a uma melhora de produção e de aspectos da cooperativa.
Devem ser atribuidos a todos as categorias de pessoal, como em suplemento de salário, possibilitando economias.
Os prêmios podem trazer certas incoveniências:
a) Se ele tornar-se um hábito, o pessoal o considera como direito, e perde o efeito.
b) Exige um melhor controle de parte dos diretores.
c) Se os prêmios são atribuidos, somente, a uma parte do pessoal, há o risco de provocar ciúmes entre o Pessoal.
d) Se o cálculo tornar mais difÃcil a contabilidade.
Podemos ainda usar como forma de incentivo :
- subsÃdios em espécie
- instituições de bem estar
- assistência social
- assistência social
compensação honorÃficas, etc.

