Cooperativas - vamos juntos

Coordenador: José Geraldo A Leite, Engenheiro Agrônomo, especializado em cooperativismo na França e Israel. Ex-diretor da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, com 43 anos de vivência com cooperativas e seus problemas

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de
dezembro

cooperativas

97 – semana - 01/12/2008

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA PROGRAMAÇÃO.
a) - Sendo indispensável a colaboração de todos chefes de serviço, dentro de sua especialidade no estudo dos recursos a serem empregados para realizar um programa, eles terão um mais profundo sentimento decolaboração e responsabilidade, na ocasião de executar o programa.
Em decorrência desta situação existirão ótimas condições para que as possibilidades sejam avaliadas com coragem e prudência para que os meios sejam adaptados aos fins.
b) - Quando vamos fazer o primeiro programa, geralmente encontramos sérias dificuldades . Mas, no segundo , já temos mais experiência e termos de comparação devido à execução do primeiro programa, desaparecendo em grande parte estas dificuldades, permitindo uma maior precisão no planejamento.
c) Um bom programa é uma rota segura. Às vezes, a cooperativa passa por crises imprevisíveis , nas quais a direção ficará quase que como um navio que perdeu a sua bússula, mas, se a cooperativa possuir um bom programa de ação, os diretores saberão agir friamente, e com isto os trabalhos retornarão à normalidade.
REQUISITOS PARA UMA PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES
Para que possamos fazer uma boa programação das atividades de uma cooperativa qualquer, os seus dirigentes deverão:
a) saber lidar com os homens. É necessário mesmo uma efetiva liderança por parte dos dirigentes, pois como a programação em uma cooperativa irá representar um trabalho a mais para seus funcionários, que muitas vezes não serão remunerados por esta responsabilidade, é imprescindível que desperte neles o maior interêsse possível para a evolução da cooperativa e seu progresso geral.
b) Atividade - os dirigentes devem estar dispostos a um trabalho contínuo de observação e estudo, pois a programação assim o exige.
c) Audácia e ponderação - são dois extremos difíceis de se conciliar. Mas, se os dirigentes não forem audaciosos, farão um programa que não forçará a cooperativa a se desenvolver, acusando a sua estagnação, em compensação, não podem ser sonhadores, devem possuir uma boa dose de ponderação e cautela, caso contrário, tenderão a programar um sonho impossível de ser realizado e , consequentemente, cairão no ridículo.
A arte de uma boa programação está entre estes dois extremos.
d) Estabilidade do pessoal dirigente - é necessário que transcorra certo tempo para que um dirigente conheça bem a cooperativa, seu pessoal , as possibilidades e fraquezas, só após este período de adaptações, é possível a esta gente um programa de ação. Ora, se eles não possuem estabilidade, o programa não terá grandes chances de ser executado como devia , e é mesmo ridículo tomar o trabalho de esquematizar uma tarefa que não seria levada a cabo. Tudo depende dos cooperados e da vontade da nova direção.
e) Capacidade diretiva e profissional - para programar e executar bem as tarefas de uma cooperativa, o seu pessoal diretivo deverá estar capacitado profissionalmente, e ter bons conhecimentos da administração geral dos negócios e uma acessoria eficiente.

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