Cooperativas - vamos juntos

Coordenador: José Geraldo A Leite, Engenheiro Agrônomo, especializado em cooperativismo na França e Israel. Ex-diretor da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, com 43 anos de vivência com cooperativas e seus problemas

8

de
dezembro

cooperativas

98-semana - 08/12/08

ORGANIZAÇÃO
 
Organizar um trabalho é reunir os meios necessários à sua execução, por estes meios a funcionar racionalmente e procurando melhorá-los adotando novas técnicas.
Tipos de organização:
1. Administrativa - todo trabalho comporta, em primeiro lugar, operações administrativas que têm por objetivo prever, coordenar e controlar os métodos e meios e por em obra. Estas operações devem ser realizadas antes, durante e depois da operação, e serem aplicadas em tôda a escala hierárquica, em se tratando da gestão da empresa, da direção ou da execução do trabalho.
2. Financeira e econômica - é necessário prever e controlar os meios financeiros, que serão empregados nos investimentos e despesas de exploração.
Do ponto de vista econômico, a organização tem por objeto a adaptar a quantidade, a qualidade e o preço os produtos da cooperativa às necessidades do mercado.
3 - Técnica
A organização dos problemas técnicos abrange tudo que intervem no trabalho de produção:
- implantação, arrumação do local da cooperativa ( edificações, local de trabalho, armazéns, áreas de circulação).
- escolha, localização e utilização do material ( utensílios, máquinas, engenhos de transporte e manutenção).
- escolha e tratamento dos produtos ( energia, matérias primas, produtos manufaturados).
4 - Social
A organização social da cooperativa abrange a escolha, formação, pagamento de pessoal. É necessário colocar estes em condições fisiológicas e psicológicas as mais favoráveis, e manter no seu grupo de trabalho que constitui a cooperativa, um clima e uma dinâmica indispensável à sua evolução.
PASSOS GERAIS PARA UMA BOA ORGANIZAÇÃO:
- Proceder o estudo dos problemas que se apresentem antes da criação de uma cooperativa ou das modificações a fazer em seu funcionamento atual.
- Procurar a natureza e as causas das anomalias, que perturbam o bom funcionamento da cooperativa ou de uma parte dela;
- Traduzir de uma maneira clara as necessidades da cooperativa e estabelecer relações com especialistas nos diversos assuntos correlacionados.
 
PESSOAL
Problema do pessoal em uma cooperativas é grave, principalmente do pessoal especializado.
Frequentemente ela é usada como um trampolim entre o meio rural e a cidade ou entre os trabalhos comuns e o de uma indústria ou firma que utiliza tecnologia sofisticada . Um operário da usina ou do escritório, logo que adquira uma certa experiência, procura melhorar a sua situação, como geralmente a cooperativa não possui uma grande margem monetária para enfrentar estas despesas, o empregado acaba saindo e deixando a cooperativa com um sério problema a ser resolvido.
Existem os casos de cooperativas, nas quais o trabalho é contínuo, como nos de produção de leite, o qual não se constituirá em um obstáculo para a seleção do pessoal, e mesmo, para a sua estabilidade.
Temos também, casos inversos, como nas cooperativas de cafeicultores e outras atividades sazonais, onde o pessoal trabalha somente cerca de 5 a 6 meses, daí advindo problemas seríssimos de estabilidade e com a legislação trabalhista e o custo de treinamento e formação de equipes .

2

de
dezembro

cooperativas

97 – semana - 01/12/2008

VANTAGENS E DESVANTAGENS DA PROGRAMAÇÃO.
a) - Sendo indispensável a colaboração de todos chefes de serviço, dentro de sua especialidade no estudo dos recursos a serem empregados para realizar um programa, eles terão um mais profundo sentimento decolaboração e responsabilidade, na ocasião de executar o programa.
Em decorrência desta situação existirão ótimas condições para que as possibilidades sejam avaliadas com coragem e prudência para que os meios sejam adaptados aos fins.
b) - Quando vamos fazer o primeiro programa, geralmente encontramos sérias dificuldades . Mas, no segundo , já temos mais experiência e termos de comparação devido à execução do primeiro programa, desaparecendo em grande parte estas dificuldades, permitindo uma maior precisão no planejamento.
c) Um bom programa é uma rota segura. Às vezes, a cooperativa passa por crises imprevisíveis , nas quais a direção ficará quase que como um navio que perdeu a sua bússula, mas, se a cooperativa possuir um bom programa de ação, os diretores saberão agir friamente, e com isto os trabalhos retornarão à normalidade.
REQUISITOS PARA UMA PROGRAMAÇÃO DAS ATIVIDADES
Para que possamos fazer uma boa programação das atividades de uma cooperativa qualquer, os seus dirigentes deverão:
a) saber lidar com os homens. É necessário mesmo uma efetiva liderança por parte dos dirigentes, pois como a programação em uma cooperativa irá representar um trabalho a mais para seus funcionários, que muitas vezes não serão remunerados por esta responsabilidade, é imprescindível que desperte neles o maior interêsse possível para a evolução da cooperativa e seu progresso geral.
b) Atividade - os dirigentes devem estar dispostos a um trabalho contínuo de observação e estudo, pois a programação assim o exige.
c) Audácia e ponderação - são dois extremos difíceis de se conciliar. Mas, se os dirigentes não forem audaciosos, farão um programa que não forçará a cooperativa a se desenvolver, acusando a sua estagnação, em compensação, não podem ser sonhadores, devem possuir uma boa dose de ponderação e cautela, caso contrário, tenderão a programar um sonho impossível de ser realizado e , consequentemente, cairão no ridículo.
A arte de uma boa programação está entre estes dois extremos.
d) Estabilidade do pessoal dirigente - é necessário que transcorra certo tempo para que um dirigente conheça bem a cooperativa, seu pessoal , as possibilidades e fraquezas, só após este período de adaptações, é possível a esta gente um programa de ação. Ora, se eles não possuem estabilidade, o programa não terá grandes chances de ser executado como devia , e é mesmo ridículo tomar o trabalho de esquematizar uma tarefa que não seria levada a cabo. Tudo depende dos cooperados e da vontade da nova direção.
e) Capacidade diretiva e profissional - para programar e executar bem as tarefas de uma cooperativa, o seu pessoal diretivo deverá estar capacitado profissionalmente, e ter bons conhecimentos da administração geral dos negócios e uma acessoria eficiente.

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