Cooperativas - vamos juntos

Coordenador: José Geraldo A Leite, Engenheiro Agrônomo, especializado em cooperativismo na França e Israel. Ex-diretor da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, com 43 anos de vivência com cooperativas e seus problemas

12

de
março

cooperativas

12 semana- 12/03/07

CRIAÇÃO DE COOPERATIVAS

Quando pensarmos em organizar uma cooperativa devemos meditar sobre os seguintes pontos:

I – Aspecto Cooperativo – que se manifesta em dois pontos que entram em choque principalmente com o aspecto / empresarial, são eles:

a) – As regras específicas de funcionamento que têm as cooperativas, lei própria, com princípios e obrigações particulares;

a) - Preocupações sociais - auto-ajuda , ajuda mútua,desenvolvimento

constante, satisfação das necessidades comuns dos associados são itens que não podem ser esquecidos.

II - Aspecto Empresarial - que está sujeito à :

a) – Legislação cooperativista, fiscal, trabalhista, social, etc;

b) - Condições de mercados e de comercialização ;

c) - Gestão empresarial eficiente -–produtividade, custos, controle,resultado etc;

d) - Tem problemas específicos da área de atuação e de atividade, não permitindo planejamento rígido, sujeito a várias circunstâncias que ultrapassem a capacidade humana de controle;

e) - A pequena maneabilidade de certas atividades e com isto não consegue acompanhar o ritmo de progresso do meio em geral;

f) - Pessoal sem preparo técnico não conseguindo se adaptar prontamente às situações surgidas, necessidade de treinamento.

1. Ainda aparecem as seguintes questões quando vamos organizar uma cooperativa:

a– Por quem deve ser criada? :

- outras cooperativas

- sindicatos ou organizações profissionais;

- líderes;

- políticos;

- funcionários da área – extensão e ensino

- serviços públicos especializados;

b - Deve promover a cooperação de baixo para cima ou vice-versa.

São duas alternativas difíceis para uma escolha acertada, mas podemos dizer o seguinte: deve fomentar a organização de uma cooperativa quem tiver capacidade e meios de organizá-la bem, dar-lhe um bom impulso inicial e uma rota a seguir durante sua duração e ainda mais, proporcionar aos membros desta cooperativa conhecimentos e capacidade para dirigí-la e fazer funcionar plenamente de maneira que depois de algum tempo seus membros se tornem suficientemente motivados para aplicação dos princípios a auto-ajuda de modo a batalharem sempre pelo seu desenvolvimento em comum, neste momento a cooperativa terá alcançado toda a sua plenitude de instrumento para a realização do ser humano.

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