Cooperativas - vamos juntos

Coordenador: José Geraldo A Leite, Engenheiro Agrônomo, especializado em cooperativismo na França e Israel. Ex-diretor da OCEMG – Organização das Cooperativas do Estado de Minas Gerais, com 43 anos de vivência com cooperativas e seus problemas

5

de
fevereiro

cooperativas

6 semana -05/02/07

 OS REALIZADORES

 Não foram eles os criadores da cooperação, mas sim, os que tiveram a primazia e a sensibilidade de organizar e colocar em prática, pela primeira vez, dentro de uma empresa econômica os princípios que regem o cooperativismo até hoje.

 OS PROBOS PIONEIROS DE ROCHDALE

Estabeleceram as regras práticas e teóricas e modelo de funcionamento e direção de uma cooperativa, que persistem até hoje.

Sofreram as influências:

1. De uma revolução industrial na indústria têxtil que causou um grande desemprego.

2. De um capitalismo industrial e financeiro, que distanciava o máximo possível o patrão do empregado.

3. Do malogro de uma greve.

4. Dos socialistas discípulos de Roberto Owen, dos ensaios de William King, os Probos Pioneiros de Rochdale se reuniram, pela primeira vez, em uma escura e brumosa tarde de Rochdale.

Depois de muita discussão e do surgimento de idéias tais como, auxílio, abstinência de bebida e fumo, conquista dos direitos políticos pelo povo, surgiu a da formação de uma cooperativa de consumo. 

De princípio apareceram fortes objeções baseadas no seguinte ponto:

Os ensaios anteriores não correspondem às expectativas. Mas cooperativistas provaram a tese de que esses insucessos eram devidos à:

1 – venda a crédito e os sócios não pagavam à cooperativa ficando a mesma sem estoques e recursos financeiros;

2 - falta de dirigentes conscienciosos e competentes;

 

3– falta de solidariedade entre os membros e de fidelidade à cooperativa;

4 - a distribuição das sobras relativas ao capital, não atraia os membros para a cooperativa.

Após essas ponderações os cooperativistas venceram e começaram a ajuntar os fundos necessários; e após um ano conseguiram ajuntar 28 libras, ou seja , l libra para cada sócio.

O programa inicial era: a sociedade tem por fim e por objeto realizar um benefício pecuniário e melhorar as condições domésticas e sociais de seus membros, por meio da economia de um capital dividido em cotas de 1 libra, a fim de por como política os planos seguintes:

a) abrir um armazém para venda de provisões, roupas etc.

b) comprar ou construir um certo número de casas destinadas aos membros que desejarem amparar-se mutuamente para melhorar a condição doméstica e social;

c) iniciar a manufatura dos produtos que a sociedade julgar conveniente para emprego dos membros que se encontrarem sem trabalho, ou daqueles que sofrerem reduções repetidas em seus salários;

d) a fim de garantir aos membros mais segurança e bem estar, a sociedade comprará ou alugará terra que será cultivada pelos membros desempregados ou por aqueles cujo trabalho for mal remunerado;

e) assim que puder, a sociedade procederá á organização das forças de produção, de distribuição, de educação e de seu próprio governo; ou, em outros termos, ela estabelecerá uma colônia que funcionará com seus próprios meios, reunindo em si todos os interesses. A sociedade prestará auxílio a outras sociedades cooperativas interessadas na fundação de colônias semelhantes.

A fim de incrementar a sobriedade será aberta uma sala de temperança em um dos prédios da sociedade.

 

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